Cabinda en communion avec Benoit XVI mais contre l'eveque, a dit le pretre Raul Tati
Le pretre Raul Tati, un des protagonistes de la "scission" avec l'atuel hierarchie de la diocesse de cabinda,craint que la visite du pape en angola ne puisse avoir un "reflet direct positif" dans la crise de l'église catholique dans ce terrotoire.
Raul tati , dans ses declarations à l'agence Lusa,se refere qu'ilest connu de Benoit XVI, en visite en angola du 20 au 23 de ce mois, qu'il existe une crise au sein de la communauté catholique du cabinda, meme si l'eveque local,D. Folomeno Vieira Dias garanti que la tension est tres mineure maintenant.
Pour tati, "la preuve de qu'il existe des problèmes" est que le nonce apostolique en angola,D. Angelo Becciu, acompagne "millimétriquement"tout ce qui se passe dans la doicèsse de 500 milles habitants,à 80 pour cent catholique selon des chiffres officiels.
Le Père Raul tati, qui a part le pretre Congo est une des figures de l'opposition à l'actuel eveque,D.Filomeno Vieira Dias,souligne pourtant que "la communauté catholique de cabinda réafirme sa communion avec le Pape, malgré son indignation et son mécontentement local.
Car "quand l'eveque n'est pas accepté, tout peut arrivé a t-il alerté.
Le sacerdote est arrivé d'etre le vicaire-général de la diocèse,charge qu'il a abanné quand l'actuel eveque est arrivé,en 2006, la diocèse commençant ainsi une opposition à D.Filomeno, surtout par ce qu'il n'est pas originaire du Cabinda.
Le groupe des pretres catholiques conduit par Tati accuse aussi l'éveque du cabinda de peu de liaisons aux problèmes de la province et de s'occuper à défendre les interets du gouvernement de Luanda dans le territoire.
Dans ses déclarations à LUSA,D.Filomeno reconnait que les scissions au sein du clergé au cabinda" ne sont pas resolu de manière absolu" existant encore des groupes de personnes qui continuent dans leurs positions d'antipathie par rapport à la personne de l'eveque.
Le problème persiste malgré"(les pretres) disent que je suis l'eveque et dans chaque diocesse il n'existe qu'un eveque et que sans eveque, les fidels n'ont pas de liaison avec la communion que l'église catholique représente" a dit le prélat, ajoutant que"la réalité est de moins en moins tendue"
Aussi le nonce apostolique a luanda,D.Angelo Becciu relativise le problème dans l'enclave et souligne que la sainteté a son représentant au cabinda, l'actuel eveque, a qui incombe la responsabilité de resoudre les problèmes locaux.
Apropos de la visite du Pape à luanda, le pretre Raul Tati attend que ne soient pas oubliés les problèmes que vivient l'eglise en angola, comme la réafirmation de son authenticité.
Le pretre défend que "le compromis prephetique" de l'eglise devrait etre plus présent dans la "denonciation" des maux sociaux que le pays affronte, ce qui arrive pas souvent.
"L'eglise ne peut pas passer son temps à encenser le pouvoir politique, pour etre toujours bien avec le régime, souligne le pretre.
J"espere que le pape, dans la perspective ecclésiale,apporte un nouveau dynamisme pour l'église qui plus confinée aux temples paroissiales et moins dans les tourments des problèmes sociaux, a dit Raul Tati.
Raul Tati souligne aussi l'obligation de l'église dans l'évangélisation du monde,defendant qu'il existe dans la classe politique angolaise des catholiques confessés, à commencer par le président de la republique, José Eduardo dos Santos.
Raul Tati critique la position de ces gouvernants, qui ne passent un bon témoignage comme catholiques par qu'ils "gouvernent avec le ventre et sans le coeur, le resultat est a vue".
Je pense que devant ce spectre sombre de l'exercice de la politique en angola il est necessaire que le pape apporte une parole pour moraliser la vie politique, considere Raul Tati.
Cabinda em comunhão com Bento XVI mas contra o bispo, diz o padre Tati
O padre Raul Tati, um dos protagonistas da “cisão” com a actual hierarquia na Diocese de Cabinda, teme que a visita do Papa a Angola não tenha “reflexo directo positivo” na "crise" na Igreja católica nesta província.
Raul Tati, em declarações à Agência Lusa, refere que é do conhecimento de Bento XVI, em visita ao país de 20 a 23 deste mês, que “existe uma crise na comunidade católica em Cabinda”, embora o bispo local, D. Filomeno Vieira Dias garanta que "a tensão é agora muito menor".
Para Tati, “a prova de que existem problemas” é que o núncio apostólico em Angola, D. Angelo Becciu, tem acompanhado “milimetricamente” tudo o que se passa na Diocese de 500 mil habitantes, 80 por cento católicos, segundo números oficiais.
O padre Tati, que a par do sacerdote Jorge Congo é uma das caras da oposição ao actual bispo, D. Filomeno Vieira Dias, salienta, no entanto, que “a comunidade católica de Cabinda reafirma a sua comunhão com o Papa, apesar da sua indignação e do seu descontentamento local”.
Porém, "quando o bispo não é aceite, tudo pode acontecer”, alerta.
O sacerdote chegou a ser vigário-geral na Diocese, cargo que abandonou quando o actual bispo chegou, em 2006, à Diocese, iniciando uma oposição a D. Filomeno Vieira Dias, sobretudo porque este não é natural da província.
O grupo de padres católicos liderado por Tati acusa ainda o bispo de Cabinda de escassa ligação aos problemas da província e de só estar interessado em defender os interesses do Governo de Luanda no enclave.
Em declarações à Lusa, D. Filomeno Vieira Dias reconhece que as cisões no clero em Cabinda "não estão ultrapassadas em termos absolutos", subsistindo "grupos de pessoas que permanecem na sua posição de antipatia em relação à pessoa do bispo”.
O problema persiste, “embora (os padres) digam que eu sou o bispo e que em cada diocese só há um bispo e que, sem o bispo, os fiéis não têm a ligação com a comunhão que a Igreja católica representa”, diz o prelado, acrescentando que “a realidade é de muito menor tensão”.
Também o núncio apostólico em Luanda, D. Angelo Becciu relativiza o problema no enclave e sublinha que a Santa Sé tem o seu representante em Cabinda, o actual bispo, a quem cabe resolver os problemas locais.
A propósito da visita do Papa a Luanda, o padre Raul Tati espera que não sejam “esquecidos os problemas” que a Igreja em Angola vive, como a “reafirmação da sua autenticidade”.
O pároco de Cabinda defende que o “compromisso profético” da Igreja deveria estar mais presente na “denúncia dos males sociais que o país enfrenta”, o que tem acontecido “muito pouco”.
“A igreja não pode passar o tempo a incensar o poder político, para estar sempre bem com o regime”, sublinha o sacerdote.
"Espero que o Papa, na perspectiva eclesial, traga um novo dinamismo” para a Igreja em Angola, que “está mais confinada aos templos paroquiais e menos ao turbilhão dos problemas sociais”, aponta Tati.
Raul Tati realça ainda a obrigação da Igreja na evangelização do mundo da política, defendendo que existem na classe política angolana católicos confessos, “a começar pelo Presidente da República”, José Eduardo dos Santos.
No entanto, Raul Tati critica a postura desses governantes, que não passam “um bom testemunho” como católicos porque “governam com a barriga e sem o coração e o resultado está à vista”.
“Penso que diante deste espectro sombrio do exercício da política em Angola era preciso que o Papa trouxesse uma palavra para o moralizar”, considera Raul Tati.







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