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LES CHRONIQUES DE Osvaldo Franque Buela

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ANGOLA

BOB GELDOF: NOBREZA DE ESPÍRITO E CORAGEM POLÍTICA


ANGOLA E O CRIME DE OCUPAÇÃO DE CABINDA

A actualidade e a opinião pública angolanas e portuguesas da semana ficaram marcadas pelas afirmações do conceituado activista de direitos humanos e músico de craveira internacional, Bob Geldof uma celebridade mundial que se notabilizou em 1994 na campanha internacional Live Aid a favor de Africa e contra a fome e a pobreza no mundo.

Convidado em Lisboa p falar sobre o desenvolvimento sustentável, Bob Geldof afirmou que Angola “é um país gerido por criminosos”. E, para fundamentar as s afirmações invocou o estado do mercado de arrendamento das casas na marginal de Luanda, em que os preços praticados são exagerados, altíssimos e superiores aos das casas nos bairros mais ricos de Londres como o Chelsea , ou de Nova York...

A estas declarações seguiu-se um gesto de protesto do embaixador angolano em Portugal o Senhor Assunção dos Anjos de abandono da sala da conferência e uma posterior nota de protesto do ministro adjunto do PM de Angola ,o senhor Aguinaldo Jaime que refutou tais afirmações e qualificando – as de “gratuitas” e fruto da “ignorância” de Bob Geldof sobre a realidade angolana cujos avanços sublinhou e gabou em gesto de defesa da honra.

Ora bem o nosso interesse neste incidente é mostrar e demonstrar na medida do possível que quer Angola quer o Bob Geldof têm razão, mas importa esclarecer o alcance das afirmações de ambas as partes. É um exercício difícil mas vamos começar por dissecar a polémica p defesa da nossa tese e interesse.

O argumento de Bob Geldof peca por ser generoso, fraco, restritivo e limitado, na medida em que se confina a aspectos económicos de parte do mercado de arrendamento de Angola designadamente o da marginal de Luanda. Por este ser atractivo não escapa a lei da procura e da oferta que gera por si os preços de equilibro, neste caso inflacionados por falta de regulação á altura da concorrência que o Eldorado angolano produz para que as casas nessa área (cobiçada por ocidentais e gerida privadamente pelos mandantes e dirigentes das diversas facções do Mpla e ou do regime que não fazem senão optimizar os lucros sem olhar a meios pois podem estar a agir como um cartel: o que configura um crime económico) de Luanda sejam acessíveis á qualquer cidadão do mundo e sobretudo aos angolanos de lá puderem viver com dignidade evitando assim de serem empurrados p os musseques (guettos ou bairros de lata de Luanda)

Quando Angola chama Bob Geldof de ignorante tem também razão por que na verdade o conceituado músico e activista ignorou as verdadeiras razões por que os dirigentes angolanos e o regime são e devem ser considerados criminosos melhor arquicriminosos. Bastava ao Bob Geldof, a quem eu próprio e aqueles que me acompanham neste combate de vida ou de morte pela liberdade e independência de Cabinda, passamos a considerar como um homem com muita nobreza de espírito e coragem política, (homem de valor) ter tido um momento de lucidez p invocar e evocar a anexação e a ocupação de Cabinda e os horrores e violações sistemáticas dos direitos humanos em Cabinda e em Angola denunciados por organizações não governamentais internacionais e Angolanas e de Cabinda como a Human Rights Watch, Amnesty Internacional, a Associação Tratado Simulambuco, e a Mpalabanda Associação Cívica de Cabinda e alguns partidos de oposição angolana e não só. De facto Angola com o regime instalado pelo Mpla ocupa Cabinda pela força das armas, delapida os recursos económicos e naturais de Cabinda e de Angola p perpetuar o conflito e a guerra de Cabinda cuja responsabilidade política recaí exclusivamente sobre os mandantes do regime no poder em Angola. Angola e o Mpla ocupam Cabinda.

Nunca será demais lembrar a acção criminosa dos dirigentes máximos do Mpla e da s corja militar (os comandantes Max Merengue, Vieira, Orlog, Bolingó, Margoso, Inglês, José Pedro, Estêvão Helena, kamacossa, Luís Mendes, Sanjar, Pedro Maria Tonha Pedalé .... centralmente comandada por Onambwe e Ludi Kissassuna, por mercenários Cubanos, autênticos Senhores e Cães de guerra que espalharam o terror, a morte em Cabinda e deixaram um rasto de desolação, sangue e de morte (mais de 300 mil vidas foram directamente ceifadas nesta empreitada criminosa). Consumava-se o crime da ocupação depois do da anexação política em alvor a 16 de Janeiro de1975.

Esta situação que ainda prevalece, desafia a imaginação política da comunidade internacional e da Angola democrática cujo rosto principal é o Presidente de Angola que semeia a violência, afunda o memoranda de entendimento, faz bluff com uma questão tão séria e seriamente encarada pela Flec Estado, distrai a comunidade internacional e os Cabindinhos e políticos sem credibilidade nem audiência nacional, traficantes de almas e de ideiais p proveito próprio e multiplica manobras políticas, militares e diplomáticas p deixar tudo na mesma no âmbito de uma lógica de experimentalismos negociais (Sáfica, Namíbia, Brazzaville, Libreville, Paris...) sem resultados objectivos e satisfatórios quando insiste na guerra contra a Frente de Libertação do Estado de Cabinda (único representante legítimo) e contra o povo de Cabinda, promove dinâmicas de desestabilização autonomistas vãs e ilusórias, campanhas militares em Cabinda, expulsa a representação do Conselho das Nações Unidas os Direitos Humanos de Luanda, extingue a única associação de defesa dos direitos humanos em Cabinda, a Mpalabanda, promove ou pelo menos encobre o rapto e a morte de jornalistas para não falar de civis indefesos e acolhe em tempo de paz e eleições carregamentos de material bélico, persegue os dirigentes da Resistência de Cabinda Refugiados e exilados no estrangeiro, designadamente em Portugal, nos Congos, Gabão e Angola, o saque dos recursos naturais de Cabinda e a exclusão dos Cabindas da economia do petróleo riqueza que só a eles pertence em primeira instância p transformar Cabinda num buraco negro onde Bob Geldof e jornalistas isentos não podem entrar, visitar e ouvir o testemunho do Povo de Cabinda, da s Juventude e dos s dirigentes locais (da igreja e da sociedade civil).

Todos estes sinais negativos são preocupantes e suficientemente reveladores da política de paralisia e de controlo em curso e em perspectiva para anular o imprescindível direito de ouvir o Povo de Cabinda e furtar-se ao dever de se inclinar com umbridade perante a vontade suprema e soberana do povo de Cabinda a auto-determinação e independência no âmbito de processo pacífico, democrático e internacional: a única justificação da resistência legítima do Povo de Cabinda, solução para a ocupação e condição prévia para a reconciliação entre Cabinda e Angola apologista da ocupação e responsável pela violência em Cabinda.

Barros Mangga





BOB GELDOF: NOBREZA DE ESPÍRITO E CORAGEM POLÍTICA ANGOLA E O CRIME DE OCUPAÇÃO DE CABINDA A actualidade e a opinião pública angolanas e portuguesas da semana ficaram marcadas pelas afirmações do conceituado activista de direitos humanos e músico de craveira internacional, Bob Geldof uma celebridade mundial que se notabilizou em 1994 na campanha internacional Live Aid a favor de Africa e contra a fome e a pobreza no mundo. Convidado em Lisboa p falar sobre o desenvolvimento sustentável,...

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#Posté le samedi 10 mai 2008 22:51

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